Alyssa Monks
Copia o aroma de hoje
do vento que me escapa
ao som do peito arfando.
Não cabem fotos,
falta existir
o cheiro retrato.
Ou guarda de mim em ti,
um dia eu nos transpiro
subrepondo a paisagem.
A artista plástica contemporânea Alyssa Monks é hiper-realista e desconcertante.
Ocorreu de eu deparar com um quadro dela e sentir a necessidade de dizer alguma coisa a partir da imagem.
Não são legendas,
são comentários particulares,
sensações íntimas.
Surgiram versos livres de qualquer intenção de interpretar as figuras ou cenas dos belos quadros,
mas inspirados nos personagens que eles possam representar naquele "filme plástico"...
Viraram versos a respeito do universo feminino, com os elementos que me cercam, usando emprestadas as telas espetaculares da artista.
18 comentários:
Eu diria:
_ de força , tais determinações e beleza.
ar, perfume, sinestesias
transpiras
inspiração
Eu guardarei este poema na memória, é um fato. Muito bom! Abraço.
b,
eu lhe digo: obrigada!
bela, poeta,
você bem os conhece,
os tais lugares.
um beijo, querida!
RB,
é um grande elogio!
muito obrigada por permanecer aqui comigo.
um beijo.
são casas demais,Betina, para não sofrer
exploradas em cada reflexão de não arder na paisagem
qualquer beleza como a tua
pela avoada coisa em saber
os gongos da igreja
ou nos hinos que gotejas
tudo que cumpra a paisagem
que dance nas tuas pestanas
nas tuas moradas de berros da pele
aflorando desafios de línguas por nós
d’algumas existências que pressuponhas
de comícios e afoitezas nas pazes
e toda a representação e informação
que contenha a natureza
da beleza mais cansada no que for fossilizando o fútil
e qualquer outra proeza como a tua
a que sementeia beleza para se crer
nos gongos da igreja
ou nos hinos que gotejas
asas das tuas mil casas para nos renascer
em mais e mais pontas dos pés para te ler
nesse temor duma ponte gigante
oficiada em fios de mil sóis
umas de nós
encantadas na vertigem de batina
outras mil
abismadas na vertigem descalçando botinas
só de ver
tuas mil e mil pedras brilhando contos de mil pescoços num só colar.
os teus títulos são um poema à parte...
e todo o resto transmuta em fergrâncias.
beijo grande
carla,
não me tire o fôlego... pelo amor, e por deus...
palavras vertigens, suas, agora minhas.
tomo-as, fazem transe.
larth,
meu amigo,
você é um poeta muito gentil!
um beijo.
sempre maravilhoso tudo que vivencio aqui. o simples e o que há de mais requintado na poesia.
muito bom, Betina.
Abraços
Não sei se foto, mas filme... :)
Dês.dita
Que me é.dita
Nessa fita
Rememora
Em.cena
E me acena
À toda hora
O que se foi
O que deixei
O que já não sei
Se é que um dia hei...
;)
amigo café,
precisamos nos ver mais!
obrigada por (sempre) tudo!
um beijo.
francisco,,
que bonito!
Dês.dita
Que me é.dita
Nessa fita
Rememora
Em.cena
E me acena
À toda hora
O que se foi
O que deixei
O que já não sei
Se é que um dia hei...
obrgiada pelo enfeite aqui....
um beijo.
guarda de mim em ti...
guarda de mim em ti...
guarda de mim em ti...
guarda de mim em ti...
que porra é essa....pq a gente tem tanta necessidade do outro?
cario
PV: repect
TRAD: tudo de novo apesar de tanta porrada
somos metades, nunca inteiros, precisamos da outra parte, sempre...
eu acho...
adorei a PV!
Haja altura, envergadura humana, para poder assim, dividir satisfatóriamente, de maneira mais completa, duas vidas...
Querer eu quero, se posso, não sei.
Só dividindo pra saber...!
Gracioso poema; uma singela receita sobre o dividir, sobre o compatilhar, sobre o oferecer-se.
Bj e abrç vosmicê!
sylvio,
um beijo para você! :)
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