terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"residência resistência reticência "
















 Alyssa Monks


Nas redondezas dos teus gestos
acampei minhas tantas carícias:
Despi, desfiz a casa, debandei...

Fiz tendas de palavras imorais
na rua dos poemas que te escrevi:
Foram desejos inteiros e ardorosos...

Nunca disfarcei a face em amizade
é forte e decidido o que de mim sai:
Eu sempre te quis além da calma.




14 comentários:

Leonardo B. disse...

[fica o corpo, o corpo de palavra que fraqueja, quedo, silencioso, sem resistência, diante do verso que tanto acalma como se rebela, intento de manual de sobrevivência... o corpo, primeira e última residência!]

rendido, Betina, deixo
Um imenso abraço,

Leonardo B.

betina moraes disse...

leonardo b,

é o amor uma rendição quando o corpo o proclama.

como poeta à flor da pele que é, você percebe o tamanho das intenções.

um abraço, meu amigo, imenso também.

Marcantonio disse...

Uma residência temporária? Uma campana amorosa às claras, sem rebuços?

A estrofe intermediária com essa incrível "rua dos poemas" é belíssima! Mas o verso final também não fica atrás.

Um poema com tom extremamente original.

Abraço, Betina.

betina moraes disse...

marco,

é em sua leitura que me surgem algumas respostas, acredite.

abraço, amigo.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

forte babyBetina
até doi....
pq a gente acredita né, na saúde e na doença, e tudo o mais.....
continuamos a acreditar, vai....
vamos para além da calma, please!

betina moraes disse...

wal...

eu acredito!

:)

Sylvio de Alencar. disse...

Como são universais suas letras, tenho certeza alguns o sentem como que para si estas palavras.
Uma qualidade não muito comum, sòmente presente nas verdadeiras poetas.

Abrçs.

betina moraes disse...

sylvio,

acredite,

eu conto com a sorte de ser lida por pessoas especiais.


mas, obrigada, seu comentário é antes de tudo um carinho

e carinho é bom demais!


um beijo!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Quando a vontade é forte, vem explícita, sem rodeios, sem máscaras, quer-se e pronto... Belíssimo!

betina moraes disse...

francisco,

é assim que acredito ser o melhor, assim mesmo!


obrigada por vir, um beijo.

Renato disse...

O mix das emoções no que você escreve sempre, sempre me arrebata.
Coisa boa!

betina moraes disse...

renato,

coisa boa digo eu!!!!!


muito obrigada pela leitura, meu amigo.


um beijo.

luiz gustavo disse...

"...teu arpão -
farpas de seda
dói-me as espáduas..."

betina moraes disse...

luiz,

vou ter que ir te ver de perto,
lá nos teus blogs!