Alyssa Monks
Desabotoada a promessa
a roupa se arremessa
A blusa é desabrigada
ao vão do esquecimento
É no cabide o acabamento
da roupa para ir vestir-se
Sobra ao tão pouco pêlo
o desvelo de cobrir-me...
A artista plástica contemporânea Alyssa Monks é hiper-realista e desconcertante.
Ocorreu de eu deparar com um quadro dela e sentir a necessidade de dizer alguma coisa a partir da imagem.
Não são legendas,
são comentários particulares,
sensações íntimas.
Surgiram versos livres de qualquer intenção de interpretar as figuras ou cenas dos belos quadros,
mas inspirados nos personagens que eles possam representar naquele "filme plástico"...
Viraram versos a respeito do universo feminino, com os elementos que me cercam, usando emprestadas as telas espetaculares da artista.
19 comentários:
Gostei. Abraço.
abraço!
Como se ele cobrisse...
Você me fez lembrar as éfodes e sobrepelizes que, sozinhas, nada, nada cobririam, embora estivessem lá.
Mas no seu erotismo-erudito, o que se há de cobrir? Nada. Nem o intelecto avantajado, nem a sensualidade sofisticada, nem a arte, esta exposta - que eu admiro, extático e estático.
Uma sugestão: para quem gosta de ler seu blog, Betina, como eu, se houvesse janelas de pop-up para os comentários, seria mais fácil ler e comentar, a um só tempo. A mudança de tela nos tira uns bons 2 minutos de leitura, bem como algo da concentração. Que tal?
Beijos
renato,
as referências que você me atribui são tão satisfatórias a minha vaidade... tenho que confessar.
sua leitura é como um presente, daqueles que se ganha depois do esforço.
a ainda me deu a preciosa sugestão.. já está, você viu?
eu nunca havia pensado nisso e você me ajudou a melhorar a qualidade da apresentação.
obrigada, meu amigo!
um beijo.
Só.çobra a resistência ao desnudar-se...
francisco,
sobra pouca coisa, então...
obrigada por vir!
um beijo.
Gosto muito da forma da sua escrita, Betina.
Abraço!
"A blusa é desabrigada
ao vão do esquecimento"
Estes dois versos inspiradíssimos já me bastam para ruminar na cama. Quem sabe não me darão o estímulo necessário para enfrentar a dura maratona de arrancar da própria pele os mil agasalhos sufocantes que o verão do Rio me impõem...
Beijos
Hm... adorei as janelinhas de pop-up. Agora sim, é possível comentar lendo o texto.
Obrigado!
Ah, sim... é eu passar aqui, ler os textos que v. me sugeriu e ter medo, muito medo de verter qq coisa para o Inglês. Mas eu vou fazer isso. Vou sim.
Baci! Mille!
larinha,
obrigada, moça!
eu gosto da tua também!
Fez, de uma troca de roupa, poesia.
Linda, a ilustração.
Bjs.
(Me parece que pode-se abrir o texto na própria janela pop up. é só configurar. Mas já está muito bom!)
obrigada, sylvio querido.
um beijo!
adorável mandigueira!
carla...
:)
"...uma lâmina desventra
- úmida de aço -
a crença
de que relãmpagos
d
e
s
c
e
m
seguido de tambores -
o trovão
murmúrio de fontes
desarranja os céus ?
por ali um odisseu
suscitaria o silêncio:
- a invenção do corpo - "
luiz,
um jóia preciosa.
BB
poxa, queria dizer umas verdades aqui, mas calo-me em nome dos bons costumes, dos outros...
ehhehe
revoltada
ah BB, ne deixou triste sabe, há tão pouco a cobrir, mesmo estando coberto e a ilusão de que ao despir-se alguém nos veria lá dentro.
E é só ilusào...
quem nào pode ver alguém na sua interação cotidiana com o mundo, não verá tbm quando mostrado. Ainda que se diga, implore, mostre, esfregue na cara....
ai...tô meio sem saco pra humanidade hoje
pelo menos a PV me segue
PV: sturmu
TRAD: merda
wal...
a humanidade é um saco mesmo!
as PV's para você sempre são as melhores, que coisa!(inveja clara e certeira)
Postar um comentário