Alyssa Monks
Na terra de suas costas
entende-se
Meu campo de carícias
recoberto.
Arado de unhas ávidas
estende-se
Rios vermelhos recortam
o deserto.
A artista plástica contemporânea Alyssa Monks é hiper-realista e desconcertante.
Ocorreu de eu deparar com um quadro dela e sentir a necessidade de dizer alguma coisa a partir da imagem.
Não são legendas,
são comentários particulares,
sensações íntimas.
Surgiram versos livres de qualquer intenção de interpretar as figuras ou cenas dos belos quadros,
mas inspirados nos personagens que eles possam representar naquele "filme plástico"...
Viraram versos a respeito do universo feminino, com os elementos que me cercam, usando emprestadas as telas espetaculares da artista.
16 comentários:
Betina, claro que pode levar meu poema pro redoma. Não conhecia. Que bárbaro! E que bela paisagem por aqui - impossível que não brote a flor. :) beijo!
querida nydia, levarei com ansiedade o seu belíssimo verso para guardar. muito obrigada!
obrigada por vir,
brotará! :)
um beijo, querida.
adorei teus versos fogosos! nada desérticos...afoga-me!!!
laerth,
escrever, quando tenho uma leitura como a sua, é gratificante!
:)
Táctil, visível... cena quente... belo e sensual... cadente e poético de vera... ;)
linhos
&
lanhas
boa percepção
francisco,
o ritmo que você desenvolveu foi o da respiração, :)
gostei!
obrigada pela leitura, poeta.
beijo.
henrique,
linhos
&
lanhas
eu sempre gosto mais do que você diz! :)
Curiosa imagem que representa uma presença e uma ausência que, no entanto, se reapresenta como olhar.
E o seu belo poema interfere na bidimensionalidade da imagem, quer ser táctil! Pigmaliônico (será um adjetivo que inventei agora?).
Muito bom!
marco,
inventou!
a aqui no sensytiva cabe realmente a invenção de adjetivos. :)
muito obrigada pela presença e constante estímulo ao meu trabalho.
abraços!
Betina, mais um primor
Massagear as costas, coçar, roçar, lanhar e escorregar em terras fértéis, o arado e enfim - a flor.
Belo, delicado, inspirador, aliciante.
bjos, Betina.
mai...
eu sorri ao final da leitura de seu comentário. adorei!
muito obrigada pela parceria! :)
um beijo, querida!
Preciso parar de ler estas coisas, que elas vão dando assim um frio na espinha!
renato,
se a poesia provoca algo de físico então é um objetivo que foi alcançado!
aqui, a poesia quer ser objeto!
um beijo.
"...já se põe o sol
em teus meandros
entremeado aos rios
em ti esculpidos..."
luiz,
são sensações bem próximas, do meu e do teu,
mas teu verso tem aquela força necessária ao homem.
lindo.
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