quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"paisagem aragem imagem"












 Alyssa Monks

Na terra de suas costas
          entende-se
Meu campo de carícias
          recoberto.
Arado de unhas ávidas
          estende-se
Rios vermelhos recortam
          o deserto.


16 comentários:

nydia bonetti disse...

Betina, claro que pode levar meu poema pro redoma. Não conhecia. Que bárbaro! E que bela paisagem por aqui - impossível que não brote a flor. :) beijo!

betina moraes disse...

querida nydia, levarei com ansiedade o seu belíssimo verso para guardar. muito obrigada!

obrigada por vir,

brotará! :)

um beijo, querida.

laerth motta disse...

adorei teus versos fogosos! nada desérticos...afoga-me!!!

betina moraes disse...

laerth,

escrever, quando tenho uma leitura como a sua, é gratificante!


:)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Táctil, visível... cena quente... belo e sensual... cadente e poético de vera... ;)

BAR DO BARDO disse...

linhos
&
lanhas

boa percepção

betina moraes disse...

francisco,

o ritmo que você desenvolveu foi o da respiração, :)

gostei!

obrigada pela leitura, poeta.

beijo.

betina moraes disse...

henrique,

linhos
&
lanhas


eu sempre gosto mais do que você diz! :)

Marcantonio disse...

Curiosa imagem que representa uma presença e uma ausência que, no entanto, se reapresenta como olhar.
E o seu belo poema interfere na bidimensionalidade da imagem, quer ser táctil! Pigmaliônico (será um adjetivo que inventei agora?).

Muito bom!

betina moraes disse...

marco,


inventou!


a aqui no sensytiva cabe realmente a invenção de adjetivos. :)


muito obrigada pela presença e constante estímulo ao meu trabalho.

abraços!

Mai disse...

Betina, mais um primor
Massagear as costas, coçar, roçar, lanhar e escorregar em terras fértéis, o arado e enfim - a flor.

Belo, delicado, inspirador, aliciante.

bjos, Betina.

betina moraes disse...

mai...

eu sorri ao final da leitura de seu comentário. adorei!


muito obrigada pela parceria! :)

um beijo, querida!

Renato disse...

Preciso parar de ler estas coisas, que elas vão dando assim um frio na espinha!

betina moraes disse...

renato,

se a poesia provoca algo de físico então é um objetivo que foi alcançado!

aqui, a poesia quer ser objeto!


um beijo.

luiz gustavo disse...

"...já se põe o sol
em teus meandros
entremeado aos rios
em ti esculpidos..."

betina moraes disse...

luiz,

são sensações bem próximas, do meu e do teu,

mas teu verso tem aquela força necessária ao homem.

lindo.