sexta-feira, 8 de outubro de 2010

“troca tranca trança trama”
















 Alyssa Monks


Dei-me luvas de pêssego
Aromas amanhecidos nus
Um pedaço quente de sol,

Sussurros angelicais na terra,
Deixa-me com os sons novos
E a respiração de uma asa...

Ponha-me de pé na lua
A lua diante do espelho
O espelho em teus olhos,

Aquece-me de dentro para fora
Em caminhos de pés solitários
Nas margens do grande desejo.

Então eu te deixo partir
Sem precisar despir-se,
Incólume e sem sacrifícios.... 


18 comentários:

nydia bonetti disse...

Que imagens lindas, Betina. Ah... o caminho dos pés solitários, onde a vida corre à margem. Conheço tão bem. :) E os três versos da lua, merecem moldura. Bonitos demais!Beijos!

betina moraes disse...

não é engraçado?

eu estava agora no teu blog, ao mesmo tempo você estava aqui! que legal!

obrigada, querida,
trazer sensibilidade acrescenta...
você faz crescer o blog!

Marcantonio disse...

Um belo poema. Curiosamente, aqui eu leio os seus poemas como se eles tivessem cor de pele, tons róseos, algo de salmão, pequenas veias azuis. Talvez seja pela vizinhança das imagens, não sei. Mas, sem dúvida,vive-se nesse espaço uma experiência sensória específica, que envolve as imagens, os títulos, os poemas aveludados, epidérmicos.
Como afirmou a Nydia, há nesse poema imagens lindas; para mim, sobretudo, essas que reúnem o abstrato ao concreto das sensações: aromas amanhecidos, pedaços de sol, asa que respira, angelicais sussurros na terra... E, sim, essa tão bela estrofe da lua/espelho/olhos.

É muito bom vir aqui.

Abraços.

Gi Freire disse...

Betina
Gostei da cebeça aos pés, é lindo demais, e vai pra minha caixinha de tesouros.
bj querida

Mai disse...

Betina, há tempos queria te falar sobre esse diálogo de tua poesia com a obra de Alyssa Monks. (eu também não precisaria me repetir em elogios a tua poesia)
Mas a arte dela é sim, hiper-realista e esteticamente incitante e por vezes excitante. Mas desconcertante mesmo, é essa tua sensibilidade que transborda. Sensytiva é a uma palavra e a luva que veste tua poética.

Belíssimo!

betina moraes disse...

marco,

você bem captou o sentido do blog. há realmente uma necessidade sensorial aqui e você, como artista à flor da pele, lê cada entrelinha do que se pretende na obra que se expõem.



muitíssimo obrigada,

eu gosto imensamente quando tenho a oportunidade de ser lida com tanta sensibilidade.

abraços!

betina moraes disse...

gisele,

jura?

que honra!


muito obrigada, querida.

que felicidade!


um beijo.

betina moraes disse...

mai...

não existe nada maior para quem escreve do que receber um afago de quem se é absolutamente fã, como eu sou de você. é uma realização!


um beijo, com aquele abraço que for mais apertado.

Leonardo B. disse...

...

[rascunhei estas palavras há muito, mas procurei para as resgatar, aqui, por há urgências que não se pedem, afirmam-se...

...Se agora saíssemos pela manhã, já esquecida da sua madrugada, por essa rua que não vai dar a lado nenhum, por esse caminho sem destino, rumo ao nosso coração, outrora um país distante, rumo á finita incerteza da mudança, e se agora e se depois tomássemos nas mãos esse cálice de terra que não se chama vida nem morte, nem serena nem agita a placidez do silêncio, nem murmura os segredos de quem por nada tem muito por contar, da beleza que só os olhos sem cansaço são capazes de reter, e se agora e se depois?...]

incondicionalmente,

um imenso abraço, Betina

Leonardo B.

betina moraes disse...

leonardo b.,

fez bem em trazer as palavras, elas se colocam como manto sobre as minhas, ...


e se agora
e se depois?

.
.
.


tais manuscritos não se perderão jamais!



um beijo.

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Entrega, enlevo, lirismo ímpar, com sentidos múltiplos "aromas amanhecidos nus" e aquecer de dentro para fora em caminhos de pés solitários mexeram aqui...

;)

betina moraes disse...

francisco,

então eu fiz bem em escrever... :)


obrigada pela companhia.

abraços.

Sylvio de Alencar. disse...

Assim imagino um namoro...


Bjs.

betina moraes disse...

sylvio,

acho que assim deve ser o ideal de entrega e tal...e tal... e tal....



puxa! obrigada por ler.

« Katyuscia Carvalho » disse...

Betina, menina! Fiquei imaginando isso numa pintura!

- Mas com que pincel pintar a respiração de uma asa?!

- Ah, com a mesma pena que escreveu o verbo que a Betina soprou!

betina moraes disse...

sua poesia é você.


um beijo, querida.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

minha linda.... me esqueço sempre que vc tem 200 blogs....e vc nem liga, vai sempre no meu, não é uma pessoa que fica retribuindo visitas....

BB, nunca me canso de te admirar.
QQr hora venho ler sua tradução das imagens da mina pintora. Agora me conta.....quantas pinturas ela fez na vida? 1milhão?
hehehe

querida, tenho pensado no dia 6
estarei com vc
de dentro para fora
respirando nas tuas asas...

te guardando o coraçÃo

betina moraes disse...

wal...

você é luz,
é raio, estrela e luar,
manhã de sol,
meu iaiá, meu ioiô...

alyssa não pode parar de pintar não, ou eu vou ficar sem blog!!!!

você sabe que eu sinto mesmo você comigo?

um beijo, querida, mais querida.