salvas a alva
pele
se a ela a tua
adere
.
o toque atua
tatua
nua a carne
crua
.
A artista plástica contemporânea Alyssa Monks é hiper-realista e desconcertante.
Ocorreu de eu deparar com um quadro dela e sentir a necessidade de dizer alguma coisa a partir da imagem.
Não são legendas,
são comentários particulares,
sensações íntimas.
Surgiram versos livres de qualquer intenção de interpretar as figuras ou cenas dos belos quadros,
mas inspirados nos personagens que eles possam representar naquele "filme plástico"...
Viraram versos a respeito do universo feminino, com os elementos que me cercam, usando emprestadas as telas espetaculares da artista.
20 comentários:
Que linda!
Aliterações epidérmicas, sensíveis, tácteis.
Nossa, essa imagem é forte, tem qualquer coisa de Caravaggio. Parece o nascimento de uma Vênus trágica.
Abraço!
lírica,
você é um presente!
marcantonio,
sim, parece mesmo um nascimento!
sua sensibilidade é fina sintonia,
acrescenta muito ao poema.
muito obrigada pela leitura e presença,
grande abraço!
ual!!!adorei essa!!aderiu-me ...
beijo grande
laerth...
adoro quando adoras!
:)
Betina,
Tive a impressão de que foste tatuada, tatuadora.
Abraço.
marcelo,
:)
você é muito atento!
Tato.agem os dedos dela à pela nua...
Belíssimo! E belo também o casamento com o desenho hyperrealístico! :)
francisco,
sempre que te vejo aqui me acho em dívida com teus escritos, espero perdão.
obrigada pela leitura-presença-atenção...:)
Conversando com uma amiga e um amigo nossos, ambos blogueiros [cujos nomes não digo, nem sob tortura, a não ser que eles mesmos queiram se manifestar rs...], concluímos algo similar... parece existir um acordo meio que tácito na blogosfera. Algo do tipo: "quem me comenta, comento." Visito, sigo e apregio quem gosto de ler, mas nem sempre comento porque por vezes não há o que dizer senão maravilhar-se. [...] Esta nossa amiga dizia: "por vezes não comento o Roberto no seu Primeira Pessoa [http://cronicasderobertolima.blogspot.com/], apesar de sempre me ver maravilhada. É que às vezes meu dizer é pouco, é menos, é indigno do que leio." Parece, nem sempre o número de "comments" referenda a importância da postagem, embora o vejamos como certo termômetro de que nossos exercícios na escrita estejam no rumo correto. :) Repito, aqui, o que disse ali, e com propriedade: sua presença no meu cantinho, como a de outros mais que admiro e aprecio, me é este termômetro, mas sei que comentar não mede o quanto se aprecia... ;) Bjs mil, Betina!
concordo com os seus amigos ocultos (rs), eles estão certos em tudo, e até na questão de parecer menos quando comentamos do que seria justo para a obra em questão. porém eu me sinto em dívida com uma série de pessoas e lhe digo que você é uma delas.
via de regra eu comento quem me comenta pela praticidade de “clicar” na foto e ir direto ao blog do outro... como não tenho muito tempo, o tempo que tenho é para compartilhar leituras e ir aos que vieram para dar um retorno e de alguma forma agradecer por permanecerem... o tonhO por exemplo é um cara que leio sempre, em comentários e nos blogs que ele tem, eu o admiro muito mas não fico por lá dizendo. algumas vezes eu comento uns 5 post's seguidos dele para dar uma mostra de minha admiração. talvez ele seja o único blog que freqüento associar aos comentários dele nos meus. leio sem parar na internet, leio livros e estudo, pesquiso, mexo, minha curiosidade não tem limites, mas o tempo não me ajuda! como pratico esporte durmo cedo e acordo mais cedo ainda, não dá para chegar do trabalho o ficar no PC..., leio o blog de todo o mundo e muitas vezes eu fico protelando para em uma hora mais tranqüila poder comentar, aí o post passa e eu danço rss,
bem, é assim. obrigada por tentar descarregar um pouco a culpa que tenho... rss
:)
um beijo!
Meu Deus...
a possibilidade da nudez total crua, sem retoque, sem vergonha...
o ser ao vivo!
ai Betina... que lindo momento
você viu?
ah! wal, que bom que você viu!
Puxa...!
Lindo poema!
O toque deveras tatua a carne nua...
Lindo, de verdade.
Abrçs!
sylvio,
:)
que bom ler isso!
Betina,
Tua poesia não nos salva:
-saliva-nos!
...
E que imagens de água!!!
imagem bela a sua, saliva-nos.. que bonito, intenso, inteligente...
Que mais eu posso falar da sua poesia? Faz um tempo que estou aqui babando em seu blog - depois você enxuga o rodapé?
As aliterações constantes e bem postas, as rimas raras - no meio dos versos - que poucos poetas conseguem fazer com êxito, e você faz da alma, como música mesmo...
Vejo aqui quadros, ouço aqui músicas, vivo aqui sensações, sinto aromas, sabores, é inenarrável esse passeio pela sua arte.
quem está babando sou eu, renato!
você não imagina a minha felicidade hoje ao ler suas considerações e perceber que você realmente gostou.
um beijo. não, dez beijos!
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